Clínica Médica

Você conhece a Medicina de Família e Comunidade?

A Medicina de Família e Comunidade é uma especialidade médica reconhecida no Brasil desde 1981. É exercida pelo médico generalista (“clinico geral”) e também pelo médico de família e comunidade (titulado pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade).

A atuação desses médicos se dá na Atenção Primária à Saúde, que visa a prevenção das doenças e a promoção de saúde, buscando acompanhar o individuo em todas as fases da vida, independente do gênero, idade e das doenças ou queixas apresentadas.

Sendo assim, o generalista/médico de família procura entender e enxergar a pessoa como um todo, ao invés de somente um órgão ou sistema doente, e para isso, torna-se importante centrar o atendimento na pessoa, considerando também o contexto familiar e social em que ela se insere.

O médico de família/generalista está apto a acompanhar a população (homens, mulheres, crianças, idosos) em suas queixas e sintomas mais comuns, reservando a necessidade do especialista às situações mais complexas. O foco do médico de família/generalista é o acompanhamento contínuo, longitudinal do paciente, com o objetivo de evitar que as doenças se desenvolvam, e também controlando, cuidando a longo prazo das doenças existentes, para evitar as complicações.

E mesmo quando se faz necessário o encaminhamento ao especialista, é função do médico de família continuar o seguimento do paciente, saber como o acompanhamento está sendo feito com outros colegas e em outros serviços, para que não se perca o cuidado integral da pessoa assistida.

O médico de família/generalista tem plenas condições de avaliar se a pessoa realmente precisa de um exame ou não, se precisa de um especialista ou não, pois a maioria dos problemas de saúde não precisará de grande “densidade tecnológica” para ser resolvida.

Infelizmente, é um modo de cuidado ainda pouco considerado no Brasil, mas trabalhamos para que a Atenção Primária seja de fato a "porta de entrada" ao sistema de saúde, diminuindo o excesso de pacientes nos pronto-socorros, as filas para exames complexos e especialistas, que ficariam mais acessíveis àqueles que de fato têm doenças mais difíceis de serem tratadas.